O Bê-a-bá do Sertão - Paraíba - Homicídios, suicídio e incesto no alto sertão
Policial 20.02.2005 - Sousa(PB)

Homicídios, suicídio e incesto no alto sertão

     
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Homicídios, suicídio e incesto no alto sertãoPolícia continua na investigação dos crimes

Irmãos são assassinados a golpes de faca no Lastro

 

Lastro(PB) -Os irmãos Damião Gomes Sarmento, 39 e José Gomes Sarmento, 37 anos foram assassinados a golpes de faca-peixeira por volta das 23h00s da noite desta sexta-feira(18Fev2005), fato ocorrido no Sítio Mariana, zona rural do município de Lastro, onde residiam as vítimas.

 

Conforme o delegado Jimmy Abrantes o autor do duplo assassinato é o agricultor Francisco João de Oliveira, 43 anos, conhecido por Melão, residente naquela localidade, o qual se encontra foragido. Testemunhas relataram que acusado e vítimas alimentavam um desentendimento iniciado a partir de um furto de um motor bomba, de um agricultor residente no sítio Mariana, no qual Melão ao ir prestar depoimento em juízo na condição de testemunha do fato, contra Damião Gomes, autor do furto, acabou sendo preso ao entrar em contradição durante uma audiência.

 

Damião foi o primeiro a ser morto. Ele recebeu uma facada no peito ainda na cozinha de sua residência. Jucemar, como era conhecido José Gomes foi vítima de uma profunda facada no pescoço e uma outra no pescoço. Ele era deficiente mental e tentou evitar a morte do irmão. As vítimas encontravam-se recolhidas em casa já dormindo quando foram acordadas para morrer.

 

Moradores do Sítio Mariana disseram que depois do crime, Melão ficou por alguns momentos aterrorizando a comunidade chegando a dizer que se algum vizinho saísse de casa ou avisasse a polícia também iria morrer. Ninguém teve coragem de sair de casa durante toda à noite. Uma hora mais tarde ele fugiu tomando rumo ignorado.

 

A polícia do município do Lastro só foi comunicada do fato na manhã seguinte, momento em que o delegado Jimmy Abrantes esteve no local, para remover os corpos e realizar os primeiros levantamentos. Ao chegar no local os policiais militares ainda encontraram os corpos no chão defronte a residência dos pais dos agricultores assassinados.

 

ATENÇÃO: IMAGENS FORTES. Confira as cenas do crime na galeria 1.

 

 

 

Delegado mata amante de 16 anos e se suicida em motel cajazeirense

 

Juiz diz que vai determinar novas investigações

 

Da redação do Jornal Gazeta do Alto Piranhas

 

Cajazeiras(PB) - O Juiz da 1ª vara das Execuções Penais de Cajazeiras, José Djacyr Soares Alves, não está conformado com o resultado das investigações da tragédia do Motel Colina, na última quinta-feira, 27, que vitimou o delegado de polícia Geraldo Tavares da Silva, 54 anos, e a jovem Natália Rodrigues da Silva, 16 anos. Durante entrevista ao programa Plantão de Polícia da Rádio Alto Piranhas, comandado pelos repórteres Ivanildo Dunga e Djota, ele assegurou que vai determinar novas investigações.

 

O magistrado disse que já abriu vistas ao Ministério Público e espera o que vai ser requerido. "Já posso adiantar que vou determinar novas diligências para que se tenha uma certeza se realmente foi um assassinato, seguido de suicídio", declarou.

 

Para o Juiz José Djacyr Soares, existe um fato novo que precisa ser esclarecido: o laudo do IML de Campina Grande constatou apenas um tiro no ouvido do direito do delegado Geraldo Tavares da Silva e um nas costas da jovem Natália Rodrigues da Silva, enquanto as autoridades policiais encontraram, no apartamento nº 9, quatro cápsula de revólver calibre 38. "Foram quatro tiros dentro do apartamento e apenas duas perfurações à bala. Isso é estranho", disse o juiz das Execuções Penais.

 

De acordo com ele, também existem, comentários de rua que, depois de sair do Bar Babado Novo, foram vistas três pessoas no carro. "Vamos investigar isso também, por que não vamos deixar que fique, como até agora ficou, o caso dos menores assassinados no ano passado", completou.

 

Repercussão

 

Passados oito dias, a tragédia do Motel Colina, como está sendo chamada, continua repercutindo, principalmente depois das declarações do Juiz José Djacyr Soares. O caso chocou Cajazeiras e o Sertão Paraibano, sendo notícias em todos os veículos de comunicação do Estado da Paraíba.

 

Geraldo Tavares, 54 anos, era delegado comissionado da Delegacia de São José de Piranhas, segundo apurou o delegado de Cajazeiras, Décio de Sousa Lima, ele chegou ao Motel Colina, ás margens da BR 230, saída de Cajazeiras para Sousa, com a namorada Natália Rodrigues da Silva, por volta das 21 horas e 30 minutos do último dia 26, mas o fato só foi descoberto na noite do dia seguinte, por volta das 20 horas, quando um funcionário achou estranha a permanência do casal no apartamento durante 24 horas. Natália tinha 16 anos, e residia no bairro Vila Nova, em Cajazeiras.

 

O delegado Décio de Sousa Lima também informou que o casal foi visto pela última vez, na noite do dia 26, no Bar Babado Novo, de onde teriam saído para o motel. Ciúme, segundo o delegado, pode ter sido a principal causa do assassinato, seguido de suicídio.

 

A polícia de Cajazeiras também constatou que antes dos disparos, houve luta corporal entre ambos, já que o corpo do delegado Geraldo Tavares da Silva estava com marcas de unhas, enquanto o da garota Natália apresentava vários hematomas.

 

ATENÇÃO: IMAGENS FORTES. Confira as cenas do crime na galeria 2.

 

 

 

* Jovem denuncia pai de abuso sexual

 

Da redação do Jornal Gazeta do Alto Piranhas

 

Cajazeiras(PB) - A jovem Geralda Pereira Lins, 18 anos, filha de José Paulo Lins, 48 anos, e Maria de Fátima Pereira Lins, 54 anos, residente no Sítio Pedra do Urubu, município de Cajazeiras, compareceu á Delegacia da Mulher, para denunciar o próprio pai. Ela disse que, desde os 09 anos de idade, vinha sendo obrigada a manter relações sexuais com o pai. "Tudo começou quando ele me levava para o roça juntamente com meus irmãos. Meus irmãos voltavam e eu ficava. Ele levava um facão e uma espingarda para me ameaçar de morte", contou Geralda durante entrevista ao repórter Olivan Pereira, da Difusora Rádio Cajazeiras.

Revelando que o pai é uma pessoa violenta, a jovem contou que a família sempre foi espancada por José Paulo. "Já dormimos muitas vezes fora de casa com medo dele. As armas utilizadas por ele para nos ameaçar sempre eram roçadeira e machado. Ele sempre ameaçava matar toda a família", contou a vítima, acrescentando que era obrigada a dormir com o pai, e era muito espancada por ele, muitas vezes até com pedaço de pau.

 

Geralda também disse que seu pai bebia e, sempre que bebia ficava mais violento ainda. "Já vi ele batendo muito em minha mãe", disse a jovem, adiantando que as marcas dos chutes ficavam no corpo de Dona Maria de Fátima Pereira Lins.

 

Geralda disse que José Paulo tinha muito ciúme dela. "Ele não queria que eu estudasse, mas eu sempre ia a escola. Dizia que eu só queria olhar para os rapazes. Nas festas, era obrigada a ir com ele e só poderia dançar com ele, mas eu não dançava", afirmou.

Ela disse que com muitas dificuldades, conseguiu se liberar do pai violento, se escondendo na casa de uma tia em Cajazeiras. "Tenho muito medo dele me matar, mas já estou trabalhando e vou estudar", afirmou Geralda, adiantando que recebeu muito apoio de família.

Geralda disse que sua mãe tinha conhecimento de tudo, mas não podia dizer nada, porque ele batia nela também. "Esse relacionamento começou em Pedra Branca, no Estado do Ceará. Do Ceará, a gente veio para cá já por conta desse problema que foi descoberto lá. No Sítio Urubu, estamos há quase seis anos", disse a Jovem, esclarecendo que, durante todo esse tempo, vivia com o pai num relacionamento de homem e mulher.

 

Assegurando que contou essa mesma história á delegada Sheila Cristina, Geralda da Pereira Lins disse que nunca mais quer ver o pai José Paulo Lins. "Não quero mais voltar para o Sítio Pedra do Urubu e nunca mais quero vê-lo", finalizou.

 

A mãe

A mãe Maria de Fátima Pereira Lins, em entrevista ao repórter Ivanildo Dunga confirmou tudo o que a filha disse á autoridade policial e á imprensa, acrescentando que Geralda chegou a ter um filho do próprio pai. O filho, segundo afirmou, nasceu morto. "Quando ela estava grávida, eu sabia que era de José Paulo. Ela não namorava e não tinha outro homem", contou.

 

Mão de 09 filhos, ela disse que tomava conhecimento de tudo, mas não podia fazer nada, porque o marido é mesmo violento, principalmente quando bebe. "Muitas vezes, fomos obrigados a dormir fora de casa. Tive que aceitar tudo com medo dele fazer alguma coisa com a gente. Agüentei tudo calada até hoje", disse.

 

José Paulo Lins foragiu e está sendo procurado pelas autoridades policiais. Enquanto isso, a família vive uma situação das mais difíceis, morando numa localidade distante da cidade e sem nenhuma assistência social ou amparo dos órgãos competentes.

 

ATENÇÃO: Confira imagens na galeria 3.

 

 

* Por Jornal Gazeta do Alto Piranhas

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