O Bê-a-bá do Sertão - Paraíba - SOLIDONIO RETORNA ETERNAMENTE PARA A SUA AMADA CAJAZEIRAS
José Antônio José Antônio é Jornalista, empresário e professor da UFCG.


02.05.2014 - CAJAZEIRAS

SOLIDONIO RETORNA ETERNAMENTE PARA A SUA AMADA CAJAZEIRAS

     
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Quando eu morrer minhas cinzas serão espalhadas aos pés do Cristo Redentor de Cajazeiras”. Ouvi esta frase mais de uma vez do cajazeirense Solidonio Lacerda, que ao visitar a sua querida e idolatrada terra natal me presenteava com a sua visita.


Depositava em sua alma o mais puro sentimento de “cajazeiribilidade” e era tanto o seu amor por esta terra que nem as belezas da Cidade Maravilhosa o fazia esquecer-se dos encantos da sua Cajazeiras cujas noticias ecoavam em seu espírito como longínquos rumores de uma bendita tempestade.


O imperativo de sua consciência tinha um só destino, muitas lembranças e inúmeras e indeléveis memórias, que no relicário de seu coração se chamavam Cajazeiras.


As sementes das lembranças plantadas em seu coração desabrocharam com magníficas florações e uma delas - a gratidão - tornou a sua alma cativa, escrava e submissa ao amor a esta cidade que lhe serviu de berço.


Mas o que faz um homem, que residia e trabalhava no Rio de Janeiro e onde educou seus filhos e netos e se tornou uma referência nacional como radiologista, sentir-se plenamente feliz todas às vezes ao ser indagado de onde era, proclamar: sou cajazeirense!.


Para Solidonio, Cajazeiras, era a consagração universal do seu mundo, um patrimônio do seu coração, um donatário de suas terras, das suas ruas, das suas praças e que a engrandecia na constância de seu devotamento filial.


Do seu reencontro com a cidade e com os amigos, todos eles povoados de muitas emoções, sempre era recebido como um filho ilustre e era reverenciado com os mesmos sentimentos fraternais por seus conterrâneos.


Ele passeava pela cidade, por suas praças, ruas e vielas e delas recolhia os ecos do passado e bebia as seivas das saudades e quando erguia os olhos para a nossa Catedral, que se destaca na amplidão do céu, recebia silenciosamente, da Virgem da Piedade, num cenário de amor e veneração, a sua generosa benção.


Solidonio tinha incrustado na sua memória a imagem do Cristo Redentor, que estando em Cajazeiras, voltava os seus olhos para o alto da colina e devia sentir a necessidade da súplica, a necessidade de pedir, implorar para que os sacrifícios de seus conterrâneos fossem transformados em alegrias, que os rigores do sol fossem atenuados e os ventos abrandados e das nuvens caíssem chuvas para a seara fecunda.


Solidonio, ao declinar o desejo de ter o seu corpo cremado, talvez, não quis ser prisioneiro das alamedas da saudade de um cemitério lá no Rio de Janeiro, mas de serem as cinzas que voam em liberdade e que vão adubar a terra inóspita e seca do sertão de Cajazeiras para que nasçam, pelos campos, as flores que irão embelezar a face da terra da sua cidade.


Uma de suas filhas, Lúcia, chega hoje, dia primeiro de maio, com as cinzas de seu pai a Cajazeiras, onde serão espalhadas do alto do morro do Cristo Redentor. Esta cerimônia merece de todos nós cajazeirenses uma participação e que neste dia sejam realizadas as homenagens à altura do amor e da devoção que ele tinha por esta cidade.


Solidonio faleceu, no Rio de Janeiro, no dia primeiro de março, aos 90 anos de idade.


Ele volta eternamente para a sua amada Cajazeiras.



FAISQUEIRA

Não fugiu da raia I
Ex-prefeito de Cajazeiras, Carlos Rafael, contesta as informações dos seus “opositores”, publicadas na última Faisqueira, de que teria “fugido da raia” ao não comparecer a uma audiência eleitoral no fórum de Cajazeiras e explica a causa: “fui intimado apenas às 12h05min e a audiência ocorreria no dia subseqüente, as 09h00min” e como está residindo em João Pessoa, “dificultou para que eu me fazer presente”.


Não fugiu da raia II
Declarou ainda que “não possui motivos para o não comparecimento” e diz ter “total interesse no julgamento do feito” e que não teria “calhamaço de intimações” tramitando na Justiça local a não serem os “pleitos em que figura como parte de feitos eleitorais de sua autoria. Rafael continua defendendo que a substituição de Carlos por Denise foi uma “fraude eleitoral”.



Furdunço
Vez por outra, durante as sessões da Câmara Municipal de Cajazeiras, ocorre um “furdunço”, a exemplo do último dia 28, quando o presidente da Casa, vereador Nilson Lopes, ameaçou chamar a policia para colocar pra fora do recinto um blogueiro e um radialista, que estariam tumultuando os trabalhos.



Tratamento diferente
Para alguns vereadores da Câmara Municipal de Cajazeiras, foi mulher e esteja no poder, são chamadas de mãeinhas: mãeinha Denise, mãeinha Léa e mãeinha Dilma. Diante desta situação foi o bastante para que o vereador Ivanildo Dunga, já irritado com o povo na rua, perguntando quem era a sua mãeinha, ocupasse a Tribuna e bradasse: “eu só tenho uma mãe”. Dunga disse que fatos desta natureza têm levado o povo a ver a Casa de Otacílio Jurema como um circo.



Sem benesses
Depois da votação do Projeto de Lei, oriundo do Poder Executivo cajazeirense, que autoriza a contratação de pessoal sem concurso público, os vereadores que votaram contra e que tinham “benesses” na “muda” poderão dar adeus a todas elas. A prefeita Denise já teria autorizado “reparti-las” com os vereadores fiéis. A partir de agora vereador da oposição não terá direito nem a pão e nem a água.



Silêncio sepulcral
Na sessão do último dia 28 de abril, na Câmara Municipal de Cajazeiras, durante um debate acirrado entre os vereadores da situação e posição, alguém perguntou: quem é o líder das oposições? Todos os olhares se voltaram para o vereador Cléber Lima(que é tido como líder da oposição), mas calado estava e permaneceu mais mudo ainda. Cléber continua afirmando que tá com a prefeita e não abre e tem votado a favor em todas as matérias da prefeitura. Suas benesses não serão cortadas.



Turbulência
O Hospital Universitário Julio Bandeira está passando por momentos de dificuldades, no que se relaciona ao pagamento dos servidores da área de saúde, que estão com seus proventos atrasados. O governo federal paga-os como prestadores de serviços e não como funcionários normais. Enquanto a Universidade não enquadrar este pessoal, via EBSHER, a tempestade vai continuar. A transição está sendo dolorida.



Lotado
O gabinete do Secretário de Articulação Municipal, Carlos Antonio, em João Pessoa, vive “entupido” de prefeitos, que buscam recursos para os seus municípios. Carlos tem sido um dos auxiliares mais atuantes e tem feito contatos e articulações políticas que têm beneficiado o projeto político de reeleição do governador Ricardo Coutinho. Nesta posição ele é craque.



Vituriano X Carlos Rafael
O ex-prefeito de Cajazeiras, Carlos Rafael, condicionou a sua candidatura a deputado estadual, ao posicionamento político do deputado Antonio Vituriano. Vituriano votando em Veneziano para o governo do estado ele o apoiará, mas se ficar com Cássio o PMDB o quer candidato a deputado. Vituriano continua defendendo que o seu partido deve ficar com Cássio.



Perdeu a conta
Quem vinha somando o número de adesões dos prefeitos do PMDB ao projeto político de reeleição do governador Ricardo Coutinho, se perdeu. Somente esta semana foi mais três: a prefeita de Diamante, no Vale do Piancó, Marcilia Mangueira, que foi recebida pelo governador e o secretário Carlos Antonio, além Neidinho Saraiva de São José de Brejo do Cruz e Júlio César de Quixaba. No rojão que vai o Cabeludo Veneziano vai ficar sem nenhum prefeito do seu partido lhe apoiando.



Bisavós
O deputado Antonio Vituriano e sua esposa Fátima de Major Chiquinho, estão vibrando com a chegada de seu primeiro bisneto e os avôs Léo e Jaqueline mais contentes ainda. É a quarta geração dos Abreus em formação.



* Coluna transcrita do Jornal Gazeta do Alto Piranhas(Edição 804). O jornal de maior circulação na região do Alto Sertão da Paraíba.


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