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07.07.2010 - Casa de Epitácio Pessoa

Presidente da AL-PB diz que plenário não será usado como palanque político



João Pessoa(PB) - O presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, deputado Ricardo Marcelo(PSDB), disse na manhã desta quarta-feira(07Julho2010), por ocasião da abertura dos trabalhos do segundo semestre que não vai permitir o uso do plenário da Casa Epitácio Pessoa como palanque político. Ele afirmou que as discussões serão travadas em cima de ideias, projetos e propostas que tenham por objetivo atender aos anseios da população do Estado da Paraíba. “A Assembleia Legislativa vai manter o seu papel que é o de discutir temas de interesse da coletividade. Os assuntos de interesse político deverão ser discutidos fora do plenário”, disse o presidente Ricardo Marcelo.


Ele acrescentou que a Assembleia vai manter o mesmo ritmo de trabalho do primeiro semestre. O Colegiado de Líderes se reunirá regularmente com o objetivo de definir a pauta de votações, do mesmo modo que as Comissões Permanentes manterão o mesmo ritmo de antes. O presidente tem demonstrado preocupação com o fato de se tratar de um ano eleitoral, quando os parlamentares estão sempre em visita às suas bases. As comissões se reunirão às terças-feiras, como vem ocorrendo, e nas quartas serão procedidas as votações.



Sessões pela manhã

Neste segundo semestre as sessões legislativas voltam a ser realizadas no período da manhã, que de acordo com o regimento interno, a partir das 9h30min. Para isso a mesa Diretora da Casa contou com o apoio dos parlamentares e dos jornalistas que cobrem as atividades da Assembleia Legislativa. Conforme os jornalistas, com a sessão realizada pela manhã o noticiário fluirá melhor durante todo o dia, já que as editorias de jornais, rádio, televisão e internet terão mais tempo para preparar o material a ser editado e publicado.


O anúncio da mudança de turno foi feito pelo presidente Ricardo Marcelo e de acordo com avaliação de parlamentares e profissionais de imprensa, foi uma decisão acertada.



Quorum qualificado
À primeira sessão do segundo semestre compareceram 27 parlamentares no plenário da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba. Não houve votação de matérias uma vez que no primeiro semestre os deputados limparam a pauta.


O deputado João Gonçalves (PSDB) destacou a mudança de turno das sessões, que agora passa a ser pela manhã e não mais à tarde. Segundo ele, a mudança atende aos deputados, como também aos jornalistas que fazem a cobertura dos trabalhos da Casa de Epitácio Pessoa.


A deputada Nadja Palitot(PSL) aproveitou a reabertura dos trabalhos para condenar a violência contra a mulher. Ela citou particularmente o caso Bruno, goleiro do Flamengo e acusado de ter sido o mandante da morte da ex-namorada. “Estamos vivendo um período de barbárie”, observou a deputada. A parlamentar, que é advogada, se disse contra a pena de morte, mas se mostrou favorável a que a punição seja severa contra todos os que usam da violência contra a mulher.


A deputada Socorro Marques(PPS) denunciou que a violência na Paraíba, não só contra as mulheres, tem alcançado índices preocupantes, que exigem, segundo ela resposta do governo.


Relatou a deputada que diariamente em todas as regiões do Estado são registrados casos de violência, roubos, assaltos e arrombamentos de bancos que tem deixado a sociedade assustada com a situação. “O governo precisa reagir, sair do discurso para a ação porque a situação não está para brincadeira”, acentuou a deputada Socorro Marques.



Seca domina discussões
O primeiro dia de sessões na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, no início dos trabalhos no segundo semestre, foi dominado pela preocupação dos deputados com o problema da falta d’água em áreas do chamado “polígono das secas”. O deputado estadual João Henriques(DEM), primeiro vice-presidente do Poder Legislativo, se disse particularmente preocupado com a situação do Cariri, onde a seca tem causado grandes problemas de abastecimento d’água e reduzido as áreas de plantio, aumentado, conforme disse, o contingente de pessoas sem ter o que comer e nem beber.


De acordo com o parlamentar, existe a necessidade da imediata intervenção dos poderes públicos nos âmbitos municipal, estadual e federal para a solução do problema, que é grave. João Henriques observou que só assim é que será atenuada a situação de calamidade pública em que se encontram os municípios atingidos pela estiagem. “O que queremos é uma atuação mais efetiva dos governos federal e estadual para que essa situação seja amenizada sob pena de se agravar com o passar dos dias, pois a água ali é um produto raro, o que tem levado apreensão às famílias que ali residem”, salientou o deputado.


Outro que também se mostrou preocupado com a situação – foi o deputado Assis Quintans(PSDB). O parlamentar cobrou uma “distribuição espacial” das águas de Patos em direção ao município de Cachoeira dos Índios. Ele pediu ainda a redução de impostos para a aquisição de equipamentos de tratamento d’água, com dessalinizadores, para que o sertão seja melhor abastecido e com água de qualidade. Para isso ele apelou para a união da bancada federal paraibana no Congresso Nacional.


Já o deputado Antônio Mineral(PSDB) disse que a falta d’água no município de Patos é de responsabilidade das autoridades públicas estaduais. Segundo ele, 100 municípios do Estado estão vivendo o drama da seca. No caso específico de Patos, os três reservatórios que abastecem o município, estão cheios, embora na cidade falte água “todos os dias”. Logo o problema não é de falta de água, mas sim de governo, de deficiência da Cagepa e da Secretaria de Recursos Hídricos, completou Antonio Mineral.



       



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