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13.08.2010 - Em apenas 10 minutos:

Sensor desenvolvido na UFCG realiza diagnóstico da dengue



Pesquisa vem sendo desenvolvida há cerca de um ano no Laboratório de Arquiteturas Dedicadas(LAD).

Campina Grande(PB) - Há cerca de um ano, os pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande(UFCG) Helmut Neff e Elmar Melcher, vêm trabalhando no desenvolvimento de um biossensor ótico capaz de detectar se uma pessoa está infectada com o vírus da dengue. Esta semana, alguns testes foram realizados no equipamento, que detectou a presença do vírus em apenas 10 minutos.


Melcher explica que dispositivo semelhante foi desenvolvido em instituto de pesquisa na Dinamarca, pelo professor Neff, que deu prosseguimento à pesquisa em Campina Grande. No Laboratório de Arquiteturas Dedicadas(LAD) da UFCG, eles adaptaram o equipamento para a detecção do vírus da dengue.


O biossensor contém uma fina superfície de ouro, onde são colocados anticorpos da dengue. Em seguida, coloca-se na mesma superfície o soro de sangue infectado com o vírus. Debaixo da superfície de ouro um feixe de luz é ativado e, a partir das reações apresentadas, pode-se afirmar se aquele sangue está ou não infectado com o vírus da dengue.


É um procedimento simples que trará para o usuário final, grandes benefícios, já que o biossensor pode detectar o vírus após um dia da picada do mosquito. Atualmente, o procedimento que temos é muito demorado. Em geral, as pessoas só começam a sentir os sintomas depois do quinto dia da infecção, depois tem que coletar o sangue para ser enviado para um laboratório e o resultado pode demorar até 24 horas”, explica.


A pesquisa ainda está em andamento e, segundo o pesquisador, mais testes precisam ser realizados para que o equipamento chegue ao mercado. “Mostramos através dos experimentos a viabilidade de execução, agora precisamos nos certificar da confiabilidade em todas as amostras analisadas e desenvolver um modelo automatizado”, revela.


A expectativa é que a pesquisa seja concluída dentro de um ano. “Além de darmos prosseguimento à fase de testes, estamos atrás de empresas que financiem nosso projeto para que ele chegue ao mercado. Nosso intuito é que o equipamento possa ser utilizado em qualquer posto de saúde”, diz o professor Melcher.


* Com Gloriquele Mendes - Ascom/UFCG.



       



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