O Bê-a-bá do Sertão - Paraíba - MENTES MAÇÔNICAS OU PROFANAS ?
Walter Sarmento Walter Sarmento é bancário aposentado do Banco do Brasil e Dirigente da Instituição Filantrópica "A Casa do Caminho"...


26.07.2013 - SOUSA

MENTES MAÇÔNICAS OU PROFANAS ?

     
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Sempre que chega a oportunidade, apraz-nos visitar Lojas Maçônicas de diversas potências, e para surpresa nossa, ressaltamos a alegria fraterna e a receptividade costumeira na alma do Irmão Maçom.


Observamos Templos bem cuidados, a parte física da Loja, com raríssimas exceções, é motivo de aplausos, por todos os visitantes. Não obstante, a construção do Templo Interior, levantar templos a virtude e cavar masmorras aos vícios, aparentemente, salvo, melhor juízo, anda a bancarrota.


Vejamos, os trabalhos em diversas Lojas, na quase totalidade, existe uma pressa infinita de encerrar os trabalhos, sob a justificativa do avançar das horas, quando existiu atraso para o inicio dos trabalhos por motivos alheios a quase totalidade dos irmãos presentes.


Devemos convir, como princípio maçônico pétreo, inerente a todo Irmão, que o direito de falar, a liberdade de transmitir, ensinar, ouvir, aprender, quase sempre o presidente dos trabalhos utiliza ao seu bel-prazer, determinando o encerramento dos trabalhos para não atrasar o inicio de outra etapa programada que é comer, comer, comer, beber, beber e beber.


Podemos até compreender esta segunda etapa, com naturalidade, desde que, a liberdade de falar em Loja não fosse tolhida, assemelhando-se de que a frente da Loja, encontra-se um tirano e não um Guia Espiritual. Lamentavelmente, do aprendiz, companheiro e mestre, todos tem o direito de falar conforme os nossos landmarks.


Falar por falar, para aparecer, para demonstrar ou afirmar superioridade, como se tivesse num areópago de Atenas, apenas para anunciar o seu conhecimento intelectual, não representa o objetivo de nossa Ordem. Certamente, a finalidade de todos expressarem-se é congregar, comungar, sintonizar com o Bom, o Belo e o Justo, sempre em direção ao GADU.


O aprendizado Maior, na verdade, é abrir o coração, sem reservas nem ressalvas, apoiar ou enriquecer o pronunciamento de qualquer irmão que atravessam provas dificílima, sobremaneira, a palavra nobre esclarecedora e verdadeira virá apoiá-lo e fortalecê-lo para prosseguir na caminhada.


Certamente, podem perceber minha imaturidade pelo pálido ensaio. Conforme o escritor Dostoievski, brilhante em suas Obras, ele afirmava de que "para escrever é necessário sofrer", justificado assim, que ainda não sofri o suficiente para escrever algo que tenha realmente valor e sirva de aprendizagem.


Permitam-me relembrar, como forma de lição quando presenciei uma iniciação maçônica, de um querido amigo, precisamente na noite de 20.03.2010, em determinada potência maçônica, em que aos iniciados não lhes foram concedida a palavra para manifestarem-se sobre a sessão magna de iniciação, como também, não foi permitido a nenhum Irmão visitante ou do quadro, tecer comentários sobre a Iniciação ou dirigir a palavra para demonstrar a alegria, o regozijo, pela admissão dos recém-iniciados. Atitude Infeliz. Imprópria a Arte Real.


O que é mais importante na Ordem? As virtudes ou bebe/come/bebe. Em verdade, caso a finalidade seja a segunda, é preferível permanecer no Lar para afogar seus instintos animalescos e grotescos. A virtude tem, todavia, a explicação de sua escassez em nossos Templos, a fraternidade não é somente para ser pronunciada em discursos, pelos portadores de graus filosóficos avançados, que se arvoram como os portadores da Luz e arvoram de proceder no papel de verdadeiro maçom, contudo - salvo melhor juízo -, deveríamos nos comportar semelhante ao exemplo do verdadeiro médico que não tem necessidade de mostrar seus diplomas, mas, contentar-se em curar.


A Luz existente na maçonaria é tão forte, tão rica, que muitas vezes ofusca, cega momentaneamente, àquele que carregado de medalhas, inadvertidamente, obnubila, acreditando sê a própria Luz, quando na Ordem aprendemos que aquele é virtuoso, nem sabe que o é, aliás, virtude não é palpável, material e aparente, mas, intrínseca na alma, transbordante de serenidade, fraternidade, caridade e bondade.


Sempre é bom recordar que começamos batendo martelo, trabalhando a pedra bruta na busca da simplicidade, da humildade, da verdade, na pobreza e na singeleza da pureza do princípio evolutivo do ser.


Precisamos despertar desta embriagues do orgulho, da vaidade, da sabedoria, da prepotência, que nos faz aparentemente grande, quando grande aos olhos do GADU só o é aquele que Ama.


Precisamos nos fortalecer nesta escola de Amor, chamada Maçonaria, na verdade, ainda continua sendo a Escola Cósmica mais rica na face da Terra.


A Humanidade está doente, não podemos vacilar, em nossa Ordem existem gigantes espirituais, corações generosos e sinceros, e, obviamente, os identificaremos através de expressões fraternas e sinceras, humildes, meigos e de palavras justas e delicadas, sem nenhum sofismas, pois, sua boca fala do que sente o seu coração.


Caso nos mantivermos cegos das Verdades Eternas, como poderemos auxiliar os necessitados que batem a nossa porta, mendigando a Luz. Um filósofo já questionou: Pode um cego guiar outro cego?.



Ao refletir nesta importantíssima ocorrência educativa, estamos buscando levar aos queridos Irmãos um questionamento salutar, sem denegrir ou ofuscar momentaneamente a autoridade maçônica, aliás, o sábio Platão(Foto acima) faz a seguinte alusão: "Uma vida não questionada não merece ser vivida".


Elevemos o nosso pensamento ao GADU e roguemos união e humildade.



Walter Sarmento de Sá Filho
Mestre-maçom
Loja Maçônica Calixto Nóbrega nº 15 - Sousa(PB).





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