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Orniudo Fernandes Mdico clnico-infectologista. Membro da Cmara de Infectologia do CRM-PB. Professor Adjunto aposentado da Universidade Federal da Paraba. Membro Titular da Academia Paraibana de Medicina e Presidente da Comisso de Controle de Infeco Hospitalar, do Hospital Napoleo Laureano de Joo Pessoa(PB).


05.05.2020 - Joo Pessoa

     
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Com o meio ambiente em que vive

O avanço tecnológico trouxe o mundo para dentro dos lares, através do computador, da internet, do telefone celular e de inúmeros aparelhos sofisticados, que podem também contribuir para o distanciamento, para a falta de comunicação e para o desrespeito entre os componentes da família, avançando para desumanizar.

A criança que fica em casa aos cuidados da babá, ou da empregada, sem o apoio dos pais, que se dedicam cada vez mais ao labor, com intuito da sua progressão profissional, ou mesmo porque necessitam de trabalhar para ter condições de manter a casa, fica prejudicada pela falta de carinho e atenção, pilares para o seu desenvolvimento equilibrado. Crianças que são colocadas em creches que não têm a atenção dos genitores, após as atividades diárias, tendem a ter comportamento rebelde.

É necessário um controle sobre os equipamentos da vida moderna, a fim de se contribuir para um futuro promissor.

Humanização está diretamente ligada a atenção, envolvimento, compreensão, renúncia e, sobretudo, amor. A humanização está atrelada a várias áreas das ciências: exatas, saúde, aplicadas, econômicas etc.

O que constatamos atualmente, em todos os campos de atividade humana, nos entristece.

Na área da saúde especificamente, em que lidamos com seres humanos, estamos verdadeiramente atendendo humanitariamente os nossos pacientes? Diariamente, ouvimos, assistimos, através das emissoras de rádio, televisão, ou nas mídias sociais, notícias que denigrem os profissionais da área da saúde, que trabalham em instituições públicas, nas esferas federais, municipais ou, até mesmo, na rede privada ou em consultórios particulares, decorrentes de atendimentos inadequados, apressados e desrespeitosos. Sabemos da grave situação da saúde em todos os estados e municípios brasileiros. Sabemos também da criação e instalação de faculdades de medicina, em todo o território nacional, sem consulta ao Conselho Federal de Medicina, fortalecendo apenas o interesse político em detrimento de formação qualificada do profissional que irá lidar com vidas. Será que os receberam aulas sobre humanização?.

Os pacientes que procuram atendimento médico em ambulatório, consultório ou no âmbito hospitalar, chegam fragilizados, na esperança de encontrar uma atitude alentadora, de esperança, sobretudo, humanizada.

É preciso urgentemente incluir-se na grade curricular uma cadeira sobre humanização ou, se não for possível, uma integração com curso que já administra tal disciplina.

Vivemos em situação de pânico, com medo da violência no trânsito, dos assaltos, sequestros, do avanço das drogas, dos presídios superlotados, das agressões nos asilos, creches, nos centros de recuperação e educação de crianças e adolescentes. Todas as situações acima descritas têm em comum como fator determinante : uma vida desumana.

Que dizer das guerras no Oriente Médio, dos refugiados dos conflitos em várias partes do mundo? Que dizer das crianças famintas no continente africano, e outros países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, diante dessa seca prolongada? Que dizer das crianças e adultos que estão dormindo sob pontes, bancos de praças, viadutos,pedindo dinheiro ou comida, nas ruas ou sinais de transito, nas grandes metrópoles ecidades de nossa nação? Que dizer das pessoas que estão sendo degoladas por fanáticos religiosos, do estado islâmico, verdadeiros carrascos em pleno século XXI?

Há somente uma resposta - FALTA DE HUMANIZAÇÃO.




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